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Carreira e Trabalho

A nova Era da Colaboração e o fim dos Tempos Modernos

De Chaplin a Colaboração. Por que aprendemos a dar mais importância para as pessoas? E por que preferimos a criação de um ambiente colaborativo a um competitivo? 

Certamente, em algum período da vida, escutamos aquela velha história que devemos ser o leão e correr atrás de uma zebra. Caso contrário, seremos a zebra e algum leão correrá atrás de nós. Por mais absurdo que seja, esse é o mindset de muitas empresas ainda. Chaplin foi além e ainda nos descreveu como peças descartáveis necessárias apenas para fazer as engrenagens girarem. 

Por que será, então, que cada vez mais empresas contratam por perfil e não por função? (Leia mais aqui sobre avaliações de perfil) Qual a vantagem do ambiente de trabalho colaborativo sobre o competitivo? Mais ainda, será que a colaboração não incentiva a competição? Aqui vão algumas notas sobre como as pessoas passaram a ser mais valorizadas em um ambiente de colaboração. 

 

1. Foco na engrenagem

Antigamente, éramos retratados como peças. Meras peças, necessárias somente para que engrenagens girassem. Sem parar, girando para não parar, sem direito a descansar. Girávamos as ferramentas ou as ferramentas nos giravam sem cansar? 

De qualquer forma, na era da Revolução Industrial, o foco sempre foi produzir cada vez mais, sem se preocupar com a moral e bem-estar daqueles que operavam as máquinas. Acreditávamos que, para produzir mais, era necessário trabalhar mais. E  só lembrávamos que existiam pessoas ali quando algum acidente acontecia. Competíamos para ver quem aguentava trabalhar por mais tempo, mas nunca competíamos por felicidade. O que mudou? 

 

 2. Por que Pessoas? 

Jack Welch retratou bem, em seu livro Paixão por Vencer, que a área mais importante em uma empresa é a de Pessoas. Óbvio, pois como ter a melhor empresa sem possuir as melhores pessoas?  

Mas ser uma empresa people powered vai muito além de um processo de Atração e Seleção bem estruturado. Envolve também saber manter e motivar esses indivíduos. Logo, é necessário saber cobrar o máximo daquela pessoa, de forma a fazer com que seja dona de suas entregas. Mas também é necessário permitir que ela saia mais cedo para ir ao médico ou não trabalhe algum dia para visitar a irmã distante. 

O fator humano é complexo e precisa ser avaliado para cada caso. Dar importância para suas pessoas é dar importância para a realidade que cada uma vive. É criar os mecanismos e oportunidades que permitam ela ser a melhor versão de si. 

 

 3Colaboração

Por definição, um sistema competitivo implica na perda das duas partes. Pois, para competir, gasta-se, no mínimo, energia para poder ou não ganhar. Mas será que podemos criar um ambiente criativo, onde todos trabalhem em prol de um bem comum? Onde competimos somente para sermos melhor do que nós mesmos e, por consequência,  melhores para a empresa? 

Talvez sim, caso contrário não teríamos tema para este texto, certo? 

Aí nasce a colaboração, um sistema onde todos estão constantemente se ajudando para que, no fim do dia, o ganho seja mútuo e não individual. Quase aquele conceito africano de Ubuntu: como eu posso ser se nós não somos? 

Sendo assim, o velho clichê de que “se quiser chegar rápido vá sozinho, mas se quiser chegar longe vá junto” nunca se aplicou tanto como hoje em dia. Rapidez é a palavra do século, com o acesso do mundo nas pontas dos dedos. Por isso, depende de nós chegar longe, como equipe.

E você, o que pensa dessa nova Era da Colaboração?  

 

 por Marcus Cazoni
Analista de Atração e Seleção