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Carreira e Trabalho

As 9 características dos líderes empreendedores que estão transformando o mundo – Parte 1

 “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. Entenda como líderes empreendedores, ou seja, pessoas que estão transformando suas realidades e construindo grandes coisas, se comportam.

Quando falamos de líderes empreendedores, não estamos falando daquelas pessoas que criam e desenvolvem novos negócios, apenas. Entendemos empreendedorismo como um estado de ser, uma vontade genuína de transformar para melhor sua realidade e fazer com que o seu meio evolua junto com você. Desta forma, empreendedorismo está muito mais atrelado a sua forma de pensar e, claro, a seus comportamentos. E é sobre isso que vamos falar.

De acordo com o que acompanhamos dentro do Movimento Empresa Júnior e com diversos estudos, identificamos as nove principais características dos líderes empreendedores que mais geram resultados em suas organizações:

Características dos Líderes Empreendedores:

  1. Inconformismo

Entendendo os líderes empreendedores como aqueles que buscam sempre a evolução, fica claro que estes não se contentam com o convencional ou com o que lhes é imposto pelo meio. Para essas pessoas, isso se dá na forma do questionamento. Estas perguntas são as que começam (re)modelar os significados que damos a nossa vida e às coisas que nos cercam.

Quantas vezes você já não se descontentou com a forma que algo aconteceu ou com a ausência de algo?

Para os líderes empreendedores, este descontentamento vem acompanhado do pensamento “dá para ser diferente”. Logo depois, começam a construir a visão do que pode solucionar esse problema.

“Mais do que ver algo de forma não convencional, pessoas originais se esforçam para trazer suas perspectivas para a realidade e agem no sentido de tornar seus empreendimentos acessíveis a outras pessoas.”  É o que defende Adam Grant no livro Originais: Como inconformistas mudam o mundo.

  1. Consciência

Da mesma forma, líderes empreendedores não trabalham apenas por si, visando seu crescimento ou reconhecimento. Eles trabalham por uma causa, e sabem que precisam se conectar com as melhores pessoas e organizações para trabalharem juntos.

Consciência de si: Conseguem integrar seus sentimentos e pensamentos com seus comportamentos e se entendem nas diversas situações. Aprendem a aprender, a se relacionarem e a confiarem em si.

Consciência da equipe: Seus valores pessoais passam a prevalecer a coesão do grupo à satisfação pessoal. Então, o líder compreende-se como parte de um grupo que se conecta por compartilharem das mesmas crenças. Ele foca em desenvolver todo o time e ampliar a consciência de cada integrante. Além disso, ele se interessa genuinamente pelos integrantes, confia e gera confiança.

Consciência de sociedade: Por fim, o líder consegue compreender como e onde o grupo/empresa está interconectado com seu ambiente externo. Dessa forma, ele gera conexões com os diversos agentes e por um desejo honesto de retribuir e desenvolver a comunidade.

Vulnerabilidade e empatia são bases para essa evolução de consciência. Elas nos permitem ampliar a compreensão do nosso propósito e também do propósito da área e da organização.

  1. Vulnerabilidade

Não dá pra falar de liderança sem falar de relacionamento. E o fato é que não dá para cultivar bons relacionamentos sem vulnerabilidade. Este conceito vem sendo fortemente estudado devido a relevância que vem apresentando nas interações entre as pessoas, principalmente no meio empreendedor e dia a dia do trabalho.

Mas o que é vulnerabilidade? Por definição, a palavra está totalmente ligada à fragilidade e delicadeza.

Sim, os líderes empreendedores que melhor conseguem evoluir em grupo, criar um time/organização de sucesso e fortalecer a cultura, jamais se preocupam em parecer superior que qualquer um do grupo. E ele não apenas valoriza a especialidade de cada um ali, como sabem expor, com a maior transparência, os seus medos, dificuldades e emoções. Isso não só gera uma maior abertura para compartilhamento dentro da equipe, que,  por sua vez, gera um ganho enorme de produtividade, como eleva substancialmente a confiança dentro do time.

Brené Brown, apresentadora do TED “O Poder da Vulnerabilidade”, um dos mais vistos, ainda enfatiza que a falta de vulnerabilidade gera desengajamento do time e desalinhamento com a cultura. Isso porque as pessoas não são estimulados a expor suas ideias, aflorar seus talentos e suas paixões, o que diminui sua autenticidade no trabalho e o senso de pertencimento – essencial em cada pessoa para uma cultura forte.

Se for pra tentar ser (e/ou parecer) melhor em algo, busque ser o melhor em formar um time para que possam crescer rápido juntos e alinhados com a cultura.

  1. Empatia

Empatia é um termo que está cada vez mais em alta hoje em dia. Mas deve-se tomar cuidado para que este não se torne apenas mais um dentre vários outros conceitos quando falamos de liderança e empreendedorismo.

Se vulnerabilidade está relacionada com a forma com que nos abrimos para nos conectar, empatia é o que potencializa essas conexões, sendo então essencialmente complementares.

Não só isso, empatia representa a capacidade de nos colocarmos no lugar dos outros, compreender e compartilhar seus sentimentos. Partindo desta definição, vemos, então, que empatia não só promove uma maior coesão no trabalho em grupo como aprimora nossa capacidade de desenhar as melhores soluções para nossos stakeholders (clientes/usuários, o próprio time, fornecedores, parceiros, outras áreas, etc)

Somos naturalmente empáticos, já nascemos com os ‘recursos necessários’ em nosso corpo. Mas precisamos ativá-los e aprimorar essa capacidade de maneira consciente. Logo, você pode praticar o seu interesse genuíno pelos outros, e a melhor forma é através da escuta ativa. Tente promover conversas mais abertas. Foque em escutar com interesse genuíno. E participe da conversa instigando a profundidade (dica: tente fazer o máximo de perguntas abertas para promover a conexão).

Quer impressionar? Não tente parecer interessante, se interesse!

 

E aí, se identificou com essas características?

Se sim, ótimo! Já comece a preparação para acelerar sua trilha para o sucesso, fazendo o bem para o mundo e inspirando os outros com o seu jeito de ser.

Se não, calma, está tudo certo! Temos ainda a parte 2 do texto, com o restante das características. Até lá, aproveite para olhar para si e enxergar o que você precisa aprender e praticar para evoluir.

 

 por Paulo Oliveira,
Formação de Lideranças / Brasil Júnior